Gabriel Francisco Maciel é um Pequeno Grande Herói Baiano diferente.
Gabriel é de Salvador ,esse autor mirim já lançou dois livros um aos 8 anos e o segundo aos 10 anos.
Com apenas 10 anos, Gabriel lê cinco livros por mês, mais do que a média de leitura dos outros brazucas em um ano (4,7 livros/ano, segundo pesquisa do Instituto Pró-Livro). “Eu não resisto a um livro”, diz Gabriel.
Ele lançou dia 23/08/2009 , às 14h, seu segundo livro na biblioteca Juracy Magalhães Jr, no bairro do Rio Vermelho em Salvador.
Postado por: Sandra L.Stabile
13 ANOS INCENTIVANDO A LEITURA Incentivo á leitura com realização de Oficina de Leitura e distribuição de livros para crianças e adolescentes carentes.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
1º CONCURSO DE POESIAS MAOS QUE FALAM
O Projeto Alma Brasileira convida você para participar do nosso 1º CONCURSO DE POESIAS e da nossa 2ª Antologia de Poesia e 2ª de Crônica - MÃOS QUE FALAM - Lançamento Dezembro de 2009.
Cada Poeta decidirá com quantas páginas quer participar o mínimo de 03 páginas, cada página terá o valor de R$50.00 dividido em até 4x.
Para cada três páginas direito a 05 livros + lançamento. TEMA LIVRE E serão escolhidas as três melhores poesias - o primeiro lugar terá como premio seu livro solo editado com até 80 páginas.
Apoio Casa do Poeta Brasileiro de Praia Grande e Jornal Folha da Baixada e Editora Folha da Baixada
Sandra L.Stabile Antologia Alma Brasileira antologiaalmabrasileira@hotmail.com Contato: Horario comercial - 71 33560024 32415122 - 91783788 Fax 32439048
Cada Poeta decidirá com quantas páginas quer participar o mínimo de 03 páginas, cada página terá o valor de R$50.00 dividido em até 4x.
Para cada três páginas direito a 05 livros + lançamento. TEMA LIVRE E serão escolhidas as três melhores poesias - o primeiro lugar terá como premio seu livro solo editado com até 80 páginas.
Apoio Casa do Poeta Brasileiro de Praia Grande e Jornal Folha da Baixada e Editora Folha da Baixada
Sandra L.Stabile Antologia Alma Brasileira antologiaalmabrasileira@hotmail.com Contato: Horario comercial - 71 33560024 32415122 - 91783788 Fax 32439048
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Agradecimento a Tv OrKut

www.tvorkut.com.br
A Antologia Alma Brasileira e os Poetas participantes agradecem a ORKUTV que é a TOP da Web e esta no ar 24 hs,pelo apoio Cultural que vem nos dando e a todos os poetas Brasileiros.
Parabéns ao Petrucio Melo pela Tv e a todos os apresentadores que com seu profissionalismo leva a Tv ao ar.
Parabéns a Mell,Rô Daros e ao Guto ,vocês são maravilhosos e otimos apresentadores.
Sandra L.Stabile de Queiroz
Salvador-Ba
terça-feira, 30 de junho de 2009
LANÇAMENTO DA ANTOLOGIA ALMABRASILEIRA- 22/07/09 CASA DAS ROSAS
sexta-feira, 26 de junho de 2009
PROJETO FALA ESCRITOR- Leandro de Assis
Terça-feira, Junho 26, 2009
Projeto Fala Escritor põe a boca no trombone
Com o objetivo de unir os novos escritores baianos e incentivar a escrita, a publicação e o lançamento de livros, disseminar informações pertinentes à literatura e ao mercado editorial, o Projeto Fala Escritor foi criado pelo poeta Leandro de Assis, com a colaboração de Carlos Souza, Fau Ferreira, Monique Jagersbacher e Valdeck Almeida. Os encontros vão acontecer todo segundo sábado de cada mês, sempre a partir das 18 horas, na Livraria Saraiva do Salvador Shopping.
A programação contará com recital poético, lançamento de livros e antologias dos novos autores baianos e palestras pertinentes ao universo literário. Ao completar um ano de projeto, os poemas recitados em cada edição farãoparte de uma antologia a ser lançada, tanto no projeto quanto nas escolas públicas do estado.
No primeiro encontro, teremos a palestra "Como Publicar um Livro", ministrada por Valdeck Almeida de Jesus, além da programação abaixo:
Recital Poético: Glauber Albuquerque.Palestra: "Como Publicar um Livro", Valdeck Almeida de Jesus.Lançamentos:* "Contos Diurnos" de Glauber Albuquerque * "Fogo-fátuo" poesias simbolistas, de Carlos Alberto Barreto* "Ecos Machadianos" (coletânea) do Movimento ArtePoesia. Serviço:
O que: Fala Escritor
Onde: Saraiva Mega Store do Salvador Shopping
Avenida Paralela, s/n° - Salvador/BA
Quando: Todo segundo sábado de cada mês
Contatos:
Leandro de Assis8831-2888 / 3398-2694e-mail: leandroicp@hotmail.com
Projeto Fala Escritor põe a boca no trombone
Com o objetivo de unir os novos escritores baianos e incentivar a escrita, a publicação e o lançamento de livros, disseminar informações pertinentes à literatura e ao mercado editorial, o Projeto Fala Escritor foi criado pelo poeta Leandro de Assis, com a colaboração de Carlos Souza, Fau Ferreira, Monique Jagersbacher e Valdeck Almeida. Os encontros vão acontecer todo segundo sábado de cada mês, sempre a partir das 18 horas, na Livraria Saraiva do Salvador Shopping.
A programação contará com recital poético, lançamento de livros e antologias dos novos autores baianos e palestras pertinentes ao universo literário. Ao completar um ano de projeto, os poemas recitados em cada edição farãoparte de uma antologia a ser lançada, tanto no projeto quanto nas escolas públicas do estado.
No primeiro encontro, teremos a palestra "Como Publicar um Livro", ministrada por Valdeck Almeida de Jesus, além da programação abaixo:
Recital Poético: Glauber Albuquerque.Palestra: "Como Publicar um Livro", Valdeck Almeida de Jesus.Lançamentos:* "Contos Diurnos" de Glauber Albuquerque * "Fogo-fátuo" poesias simbolistas, de Carlos Alberto Barreto* "Ecos Machadianos" (coletânea) do Movimento ArtePoesia. Serviço:
O que: Fala Escritor
Onde: Saraiva Mega Store do Salvador Shopping
Avenida Paralela, s/n° - Salvador/BA
Quando: Todo segundo sábado de cada mês
Contatos:
Leandro de Assis8831-2888 / 3398-2694e-mail: leandroicp@hotmail.com
terça-feira, 23 de junho de 2009
Que é INDRISO
É uma nova teoria literária e livre, cuja única exigência é ser formada por oito versos ,3-3-1-1
Foi criada Por um poeta ,espanhol Isidro lturat ,que hoje vive em São Paulo.
É aceitado, versos livros ,brancos ou rimados então capriche no seu INDRISO!
Nada de se preocupar com as rimas ou combinação de rimas,pode até ser sem rimas mas contato que seja 3-3-1-1-
O poema é composto por 2 tercetos e dois monósticos (estrofes de um verso).
Admite qualquer tipo de rima e de métrica e versos brancos e soltos e qualquer nº de sílabas.
Sandra Stabile
ISIDRO ITURAT, UM ALQUIMISTA DA POESIA. POR FERNANDO FERNÁNDEZ-GIL. REVISTA LOS ARGONAUTAS.NET. ESPANHA. MARÇO DE 2009.
http://www.indrisos.com/index.html
Isidro Iturat nasceu em Vilanova i la Geltrú, Espanha, em 1973 e atualmente mora em São Paulo, Brasil, desde 2005. Este escritor e professor de língua e literatura espanholas é conhecido no círculos literários como o criador da figura poética do indriso.
O interesse e a curiosidade nos levou a entrevistá-lo, procurando que nos falasse alguma coisa sobre o indriso, sobre a sua criação e evolução.
-Prezado Isidro, primeira coisa: O que é o indriso?
O indriso é um poema composto de dois tercetos e duas estrofes de verso único (3-3-1-1), que admite qualquer tipo de rima e medida nos seus versos.
-Como surgiu esta figura poética? O que o levou à sua criação?
Basicamente o poema é resultado de uma reelaboração do soneto clássico: os quartetos do soneto passam a ser tercetos no indriso e os dois tercetos do primeiro passam a ser estrofes de verso único no segundo. Mas seu surgimento não se baseou em uma operação de cálculo ou raciocínio, nem mesmo houve uma busca consciente de algo novo, porém um ato imaginativo. Quando ele veio, eu simplesmente meditava sobre a forma do soneto vendo-a na minha mente, até o instante no qual apareceu a imagem dos versos se fundindo em grupos menores.
-O que te levou a denominar esta nova figura poética com um nome tão sugerente?
Bem, desde que escrevi o primeiro poema até achar aquilo que seria o seu nome passaram mais de dois anos. Durante este tempo tentei me inspirar procurando em dicionários de línguas, de terminologia musical, literária, filosófica, etc., enchi várias páginas de borrões e foi tudo inútil, a palavra adequada não surgia.
A solução final veio da inspiração de uma menina de tres anos que, nas suas primeiras experiências com a linguagem, ao dizer o meu nome pronunciava a palavra "Indriso" em vez de "Isidro". Durante muito tempo nem sequer contemplei a possibilidade de chamar assim ao poema, mas pouco a pouco eu fui me familiarizando com o termo e cada vez mais fui gostando dele. Também a partir de um determinado momento, para ver como o receberiam outros ouvidos, comecei a mostrá-lo pelos círculos literários que naquela época frequentava em Madri (encontros de poetas em cafés, associações de escritores, etc.) e, de fato, notei uma excelente acolhida. Assim que, enfim, decidi consolidá-lo como nome para o poema.
-A exploração e a experimentação ao longo dos últimos anos têm dado lugar a novas formas partindo do indriso originário. Por favor, você pode nos falar das diferentes variantes ou formas do indriso?
Durante este tempo fui conhecendo formas como os esquemas 3-3-2, 3-3-3-1-1, 4-4-1-1, etc., provenientes de outros autores e que eles têm chamado de indrisos. Por enquanto não acho adequado assumí-los como tais porque, mesmo tendo surgido a partir do esquema 3-3-1-1, ficam longe demais do mesmo, tanto a nível rítmico quanto visual e arquetípico. Se considerarmos tais esquemas indrisos, o que nos impediria assumir também estruturas como 5-5-1-1, 10-10-1-1, 3-3-2-2, etc.? Poderíamos cair em uma ilimitação da definição sem sentido. Uma otra coisa pode ser, por exemplo, experimentos como o indriso com estrambote ou a utilização de versos partidos (interpretáveis como um verso só), que eu mesmo testei.
No entanto, neste último ano recebi uma proposta que, em minha opinião, deve ser vista de outra maneira. A escritora uruguaia Teresa Marcialetti investigou todas as possibilidades de combinação do 3 e do 1 duplicados. Com a devida permissão, também estudei o assunto, para chegar à idéia de que, ao contrário dos outros esquemas mencionados, percebe-se sim, uma afinidade íntima entre o 3-3-1-1 e estas outras variantes, que mostrarei agora. Considerando as formas em que os dois tercetos e as estrofes de verso único podem se relacionar, considero adequado propor uma nova terminologia baseada nos conceitos de sístole y diástole, entendendo a transição de 3 para 1 como um movimento de contração do discurso e a transição de 1 para 3 como um movimento de expansão:
3-3-1-1: Indriso ou indriso em sístole.
1-1-3-3: Indriso em diástole.
3-1-3-1: Indriso de duas sístoles.
1-3-1-3: Indriso de duas diástoles.
3-1-1-3: Indriso em sístole interna.
1-3-3-1: Indriso em diástole interna.
Por último, quero destacar que não considero carentes de valor as formas mencionadas no início (se as pessoas insistirem no seu cultivo, acho muito provável a obtenção de muitos e bons frutos), mas considerarei necessário procurar outras denominações para se referir a elas.
-No site que você dirige, www.indrisos.com, o leitor pode disfrutar de uma parte da sua obra e do seu primeiro livro de poemas, El manantial y otros poemas, composto integralmente por indrisos. Com isso, um grande número de escritores decidiu utilizar esta figura poética para as criações próprias, como podemos ver também no seu site. Como foi a aceitação e a repercussão do indriso entre os leitores e os escritores?
Posso começar falando, por exemplo, das pessoas que até hoje me mandam comentários. Delas, recebo todas as reações que poderia esperar: críticas discretas, críticas grosseiras, elogios comedidos, elogios efusivos, comentários nos quais elas duvidam e comentários nos quais me ensinam. Em minha opinião, isto é normal e é o mais adequado para qualquer coisa nova que seja oferecida para uma coletividade. Considero muito saudável que o indriso receba elogios e pauladas, porque o elogio nos dá ânimo para seguir trabalhando e a crítica indica o que tem de ser melhorado. Se ao passar pela frágua o indriso sucumbe, será assim porque é o devido, e a mesma coisa se sobrevive e cresce.
Além dos autores que aparecem no meu site, outros estão incentivando de forma efetiva o indriso. Publicam poemas, artigos, organizam comunidades, etc., inclusive em vários idiomas. Recebo tudo isso com muita gratidão e alegria.
-O que te proporcionou no âmbito pessoal esta aventura de criação e experimentação poética?
Bom, poderia dizer que o cultivo deste objeto poético me ofereceu tais e quais experiências ou conhecimentos, mais ou menos ontológicos, mais ou menos transcendentes e seria verdade, mas, principalmente, o que me permitiu e permite é me divertir, e muito.
-O que te fez entrar no mundo da literatura e quando você percebeu que gostava de escrever?
A primeira vez que escrevi alguma coisa com consciência de querer fazer literatura foi aos 18 anos, durante o ensino médio, mas se tratava de uma simples atividade escolar. Para tal atividade me pediram duas descrições de uma oliveira, uma objetiva e uma subjetiva. Na subjetiva, intuitivamente, comecei a incorporar imagens poéticas e aquilo me empolgou. Tive vontade de continuar brincando com isso e escrevi outros textos que também eram prosas poéticas; depois, o primeiro poema; e depois de uma época de escrever versos e prosas, tomei a decisão de dedicar toda a minha energia ao verso, que era onde eu percebia que vibrava melhor. A partir desse momento, já fui sentindo que me dedicar à escrita daquelas linhas curtas estava se revelando como um imperativo vital. Alegrava-me enormemente fazer aquilo, até hoje.
Um ser indiferente
Sandra L.Stabile
Viajando pelo mundo afora
Conheci um ser chamado você
Um ser errante, despreocupado
Que vivia somente para si
Mas ao me conhecer,
Aprendeu a ver o mundo diferente
E um dia me disse, obrigada por me ensinar
a ver o mundo como você o vê.
Foi criada Por um poeta ,espanhol Isidro lturat ,que hoje vive em São Paulo.
É aceitado, versos livros ,brancos ou rimados então capriche no seu INDRISO!
Nada de se preocupar com as rimas ou combinação de rimas,pode até ser sem rimas mas contato que seja 3-3-1-1-
O poema é composto por 2 tercetos e dois monósticos (estrofes de um verso).
Admite qualquer tipo de rima e de métrica e versos brancos e soltos e qualquer nº de sílabas.
Sandra Stabile
ISIDRO ITURAT, UM ALQUIMISTA DA POESIA. POR FERNANDO FERNÁNDEZ-GIL. REVISTA LOS ARGONAUTAS.NET. ESPANHA. MARÇO DE 2009.
http://www.indrisos.com/index.html
Isidro Iturat nasceu em Vilanova i la Geltrú, Espanha, em 1973 e atualmente mora em São Paulo, Brasil, desde 2005. Este escritor e professor de língua e literatura espanholas é conhecido no círculos literários como o criador da figura poética do indriso.
O interesse e a curiosidade nos levou a entrevistá-lo, procurando que nos falasse alguma coisa sobre o indriso, sobre a sua criação e evolução.
-Prezado Isidro, primeira coisa: O que é o indriso?
O indriso é um poema composto de dois tercetos e duas estrofes de verso único (3-3-1-1), que admite qualquer tipo de rima e medida nos seus versos.
-Como surgiu esta figura poética? O que o levou à sua criação?
Basicamente o poema é resultado de uma reelaboração do soneto clássico: os quartetos do soneto passam a ser tercetos no indriso e os dois tercetos do primeiro passam a ser estrofes de verso único no segundo. Mas seu surgimento não se baseou em uma operação de cálculo ou raciocínio, nem mesmo houve uma busca consciente de algo novo, porém um ato imaginativo. Quando ele veio, eu simplesmente meditava sobre a forma do soneto vendo-a na minha mente, até o instante no qual apareceu a imagem dos versos se fundindo em grupos menores.
-O que te levou a denominar esta nova figura poética com um nome tão sugerente?
Bem, desde que escrevi o primeiro poema até achar aquilo que seria o seu nome passaram mais de dois anos. Durante este tempo tentei me inspirar procurando em dicionários de línguas, de terminologia musical, literária, filosófica, etc., enchi várias páginas de borrões e foi tudo inútil, a palavra adequada não surgia.
A solução final veio da inspiração de uma menina de tres anos que, nas suas primeiras experiências com a linguagem, ao dizer o meu nome pronunciava a palavra "Indriso" em vez de "Isidro". Durante muito tempo nem sequer contemplei a possibilidade de chamar assim ao poema, mas pouco a pouco eu fui me familiarizando com o termo e cada vez mais fui gostando dele. Também a partir de um determinado momento, para ver como o receberiam outros ouvidos, comecei a mostrá-lo pelos círculos literários que naquela época frequentava em Madri (encontros de poetas em cafés, associações de escritores, etc.) e, de fato, notei uma excelente acolhida. Assim que, enfim, decidi consolidá-lo como nome para o poema.
-A exploração e a experimentação ao longo dos últimos anos têm dado lugar a novas formas partindo do indriso originário. Por favor, você pode nos falar das diferentes variantes ou formas do indriso?
Durante este tempo fui conhecendo formas como os esquemas 3-3-2, 3-3-3-1-1, 4-4-1-1, etc., provenientes de outros autores e que eles têm chamado de indrisos. Por enquanto não acho adequado assumí-los como tais porque, mesmo tendo surgido a partir do esquema 3-3-1-1, ficam longe demais do mesmo, tanto a nível rítmico quanto visual e arquetípico. Se considerarmos tais esquemas indrisos, o que nos impediria assumir também estruturas como 5-5-1-1, 10-10-1-1, 3-3-2-2, etc.? Poderíamos cair em uma ilimitação da definição sem sentido. Uma otra coisa pode ser, por exemplo, experimentos como o indriso com estrambote ou a utilização de versos partidos (interpretáveis como um verso só), que eu mesmo testei.
No entanto, neste último ano recebi uma proposta que, em minha opinião, deve ser vista de outra maneira. A escritora uruguaia Teresa Marcialetti investigou todas as possibilidades de combinação do 3 e do 1 duplicados. Com a devida permissão, também estudei o assunto, para chegar à idéia de que, ao contrário dos outros esquemas mencionados, percebe-se sim, uma afinidade íntima entre o 3-3-1-1 e estas outras variantes, que mostrarei agora. Considerando as formas em que os dois tercetos e as estrofes de verso único podem se relacionar, considero adequado propor uma nova terminologia baseada nos conceitos de sístole y diástole, entendendo a transição de 3 para 1 como um movimento de contração do discurso e a transição de 1 para 3 como um movimento de expansão:
3-3-1-1: Indriso ou indriso em sístole.
1-1-3-3: Indriso em diástole.
3-1-3-1: Indriso de duas sístoles.
1-3-1-3: Indriso de duas diástoles.
3-1-1-3: Indriso em sístole interna.
1-3-3-1: Indriso em diástole interna.
Por último, quero destacar que não considero carentes de valor as formas mencionadas no início (se as pessoas insistirem no seu cultivo, acho muito provável a obtenção de muitos e bons frutos), mas considerarei necessário procurar outras denominações para se referir a elas.
-No site que você dirige, www.indrisos.com, o leitor pode disfrutar de uma parte da sua obra e do seu primeiro livro de poemas, El manantial y otros poemas, composto integralmente por indrisos. Com isso, um grande número de escritores decidiu utilizar esta figura poética para as criações próprias, como podemos ver também no seu site. Como foi a aceitação e a repercussão do indriso entre os leitores e os escritores?
Posso começar falando, por exemplo, das pessoas que até hoje me mandam comentários. Delas, recebo todas as reações que poderia esperar: críticas discretas, críticas grosseiras, elogios comedidos, elogios efusivos, comentários nos quais elas duvidam e comentários nos quais me ensinam. Em minha opinião, isto é normal e é o mais adequado para qualquer coisa nova que seja oferecida para uma coletividade. Considero muito saudável que o indriso receba elogios e pauladas, porque o elogio nos dá ânimo para seguir trabalhando e a crítica indica o que tem de ser melhorado. Se ao passar pela frágua o indriso sucumbe, será assim porque é o devido, e a mesma coisa se sobrevive e cresce.
Além dos autores que aparecem no meu site, outros estão incentivando de forma efetiva o indriso. Publicam poemas, artigos, organizam comunidades, etc., inclusive em vários idiomas. Recebo tudo isso com muita gratidão e alegria.
-O que te proporcionou no âmbito pessoal esta aventura de criação e experimentação poética?
Bom, poderia dizer que o cultivo deste objeto poético me ofereceu tais e quais experiências ou conhecimentos, mais ou menos ontológicos, mais ou menos transcendentes e seria verdade, mas, principalmente, o que me permitiu e permite é me divertir, e muito.
-O que te fez entrar no mundo da literatura e quando você percebeu que gostava de escrever?
A primeira vez que escrevi alguma coisa com consciência de querer fazer literatura foi aos 18 anos, durante o ensino médio, mas se tratava de uma simples atividade escolar. Para tal atividade me pediram duas descrições de uma oliveira, uma objetiva e uma subjetiva. Na subjetiva, intuitivamente, comecei a incorporar imagens poéticas e aquilo me empolgou. Tive vontade de continuar brincando com isso e escrevi outros textos que também eram prosas poéticas; depois, o primeiro poema; e depois de uma época de escrever versos e prosas, tomei a decisão de dedicar toda a minha energia ao verso, que era onde eu percebia que vibrava melhor. A partir desse momento, já fui sentindo que me dedicar à escrita daquelas linhas curtas estava se revelando como um imperativo vital. Alegrava-me enormemente fazer aquilo, até hoje.
Um ser indiferente
Sandra L.Stabile
Viajando pelo mundo afora
Conheci um ser chamado você
Um ser errante, despreocupado
Que vivia somente para si
Mas ao me conhecer,
Aprendeu a ver o mundo diferente
E um dia me disse, obrigada por me ensinar
a ver o mundo como você o vê.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Patria Amada Brasil
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Analfabetismo no Brasil

Precisamos enfrentar esse desafio o de protestar com campanhas nas escolas públicas exigindo dos responsaveis pela educação mas atenção as escolas e selecionar através de provas de conhecimentos gerais os professores que serão contratados para ensinar nos colègios públicos.
Existe em todo o Brasil principamente no interior colégios que os professores falam errados ,escrevem errados e ainda passam de ano alunos que malmente sabem ler e escrever.Eu tenho prova viva de alunos que estão cursando a 3ª serie do primeiro grau e não sabem ler nem escrever pois eu mesma já os testei.
Como pode ser possivel isso??? imagina um aluno que passa no vestibular sem saber ler e escrever direito ,eu me pergunto será que a prova dele foi corigida por um professor pior que ele?? não tenho explicação para isso.
Vc sabe o que significa ' ANALFABETO FUNCIONAL"?? e vc sabe qual a porcentagem no Brasil?.
Na opinião de Paulo Botelho - Não se trata de pessoas que nunca foram à escola. Elas sabem ler, escrever e contar;mas não conseguem compreender a palavra escrita. Bons livros, artigos e crônicas,complicam suas mentes.Essas pessoas preferem ouvir explicações verbal ao ler . E quase sempre agem por tentativa e erro.Você deve estar imaginando que esse problema afeta apenas uma parcela mínima da população. Não é verdade. Calcula-se que, no Brasil, os analfabetos funcionais somem 70% da população economicamente ativa.
Na opinião de Ana Lucia Lima - O analfabeto funcional, em geral, lê e escreve frases simples, mas não é capaz de interpretar textos e colocar idéias no papel. "De certa forma, eu avalio que é um problema maior do que o analfabetismo absoluto, porque este vem sendo reduzido. Mas o analfabetismo funcional só cresce", avalia a diretora executiva do Instituto Paulo Montenegro (IPM)
Eu concordo plenamente com eles pois conheço varios jovens na idade entre 13 e 19 anos quee stão cursando o 1º e 2º grau sem saber ler e escrever direito .
Isso é uma vergonha para o nosso País que tem o segundo maior índice de analfabetismo da América do Sul segundo pesquisas.
Sandra L.Stabile
Uma Poeta inesquecivel Cecilia Meireles

Cecília Meireles
"...Liberdade, essa palavra
que o sonho humano alimenta
que não há ninguém que explique
e ninguém que não entenda..."
(Romanceiro da Inconfidência)
Filha de Carlos Alberto de Carvalho Meireles, funcionário do Banco do Brasil S.A., e de D. Matilde Benevides Meireles, professora municipal, Cecília Benevides de Carvalho Meireles nasceu em 7 de novembro de 1901, na Tijuca, Rio de Janeiro. Foi a única sobrevivente dos quatros filhos do casal. O pai faleceu três meses antes do seu nascimento, e sua mãe quando ainda não tinha três anos. Criou-a, a partir de então, sua avó D. Jacinta Garcia Benevides. Escreveria mais tarde:
"Nasci aqui mesmo no Rio de Janeiro, três meses depois da morte de meu pai, e perdi minha mãe antes dos três anos. Essas e outras mortes ocorridas na família acarretaram muitos contratempos materiais, mas, ao mesmo tempo, me deram, desde pequenina, uma tal intimidade com a Morte que docemente aprendi essas relações entre o Efêmero e o Eterno.
(...) Em toda a vida, nunca me esforcei por ganhar nem me espantei por perder. A noção ou o sentimento da transitoriedade de tudo é o fundamento mesmo da minha personalidade.
(...) Minha infância de menina sozinha deu-me duas coisas que parecem negativas, e foram sempre positivas para mim: silêncio e solidão. Essa foi sempre a área de minha vida. Área mágica, onde os caleidoscópios inventaram fabulosos mundos geométricos, onde os relógios revelaram o segredo do seu mecanismo, e as bonecas o jogo do seu olhar. Mais tarde foi nessa área que os livros se abriram, e deixaram sair suas realidades e seus sonhos, em combinação tão harmoniosa que até hoje não compreendo como se possa estabelecer uma separação entre esses dois tempos de vida, unidos como os fios de um pano."
Conclui seus primeiros estudos — curso primário — em 1910, na Escola Estácio de Sá, ocasião em que recebe de Olavo Bilac, Inspetor Escolar do Rio de Janeiro, medalha de ouro por ter feito todo o curso com "distinção e louvor". Diplomando-se no Curso Normal do Instituto de Educação do Rio de Janeiro, em 1917, passa a exercer o magistério primário em escolas oficiais do antigo Distrito Federal.
Dois anos depois, em 1919, publica seu primeiro livro de poesias, "Espectro". Seguiram-se "Nunca mais... e Poema dos Poemas", em 1923, e "Baladas para El-Rei, em 1925.
Casa-se, em 1922, com o pintor português Fernando Correia Dias, com quem tem três filhas: Maria Elvira, Maria Mathilde e Maria Fernanda, esta última artista teatral consagrada. Suas filhas lhe dão cinco netos.
Publica, em Lisboa - Portugal, o ensaio "O Espírito Vitorioso", uma apologia do Simbolismo.
Correia Dias suicida-se em 1935. Cecília casa-se, em 1940, com o professor e engenheiro agrônomo Heitor Vinícius da Silveira Grilo.
De 1930 a 1931, mantém no Diário de Notícias uma página diária sobre problemas de educação.
Em 1934, organiza a primeira biblioteca infantil do Rio de Janeiro, ao dirigir o Centro Infantil, que funcionou durante quatro anos no antigo Pavilhão Mourisco, no bairro de Botafogo.
Profere, em Lisboa e Coimbra - Portugal, conferências sobre Literatura Brasileira.
De 1935 a 1938, leciona Literatura Luso-Brasileira e de Técnica e Crítica Literária, na Universidade do Distrito Federal (hoje UFRJ).
Publica, em Lisboa - Portugal, o ensaio "Batuque, Samba e Macumba", com ilustrações de sua autoria.
Colabora ainda ativamente, de 1936 a 1938, no jornal A Manhã e na revista Observador Econômico.
A concessão do Prêmio de Poesia Olavo Bilac, pela Academia Brasileira de Letras, ao seu livro Viagem, em 1939, resultou de animados debates, que tornaram manifesta a alta qualidade de sua poesia.
Publica, em 1939/1940, em Lisboa - Portugal, em capítulos, "Olhinhos de Gato" na revista "Ocidente".
Em 1940, leciona Literatura e Cultura Brasileira na Universidade do Texas (USA).
Em 1942, torna-se sócia honorária do Real Gabinete Português de Leitura, no Rio de Janeiro (RJ).
Aposenta-se em 1951 como diretora de escola, porém continua a trabalhar, como produtora e redatora de programas culturais, na Rádio Ministério da Educação, no Rio de Janeiro (RJ).
Em 1952, torna-se Oficial da Ordem de Mérito do Chile, honraria concedida pelo país vizinho.
Realiza numerosas viagens aos Estados Unidos, à Europa, à Ásia e à África, fazendo conferências, em diferentes países, sobre Literatura, Educação e Folclore, em cujos estudos se especializou.
Torna-se sócia honorária do Instituto Vasco da Gama, em Goa, Índia, em 1953.
Em Délhi, Índia, no ano de 1953, é agraciada com o título de Doutora Honoris Causa da Universidade de Délhi.
Recebe o Prêmio de Tradução/Teatro, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte, em 1962.
No ano seguinte, ganha o Prêmio Jabuti de Tradução de Obra Literária, pelo livro "Poemas de Israel", concedido pela Câmara Brasileira do Livro.
Seu nome é dado à Escola Municipal de Primeiro Grau, no bairro de Cangaíba, São Paulo (SP), em 1963.
Falece no Rio de Janeiro a 9 de novembro de 1964, sendo-lhe prestadas grandes homenagens públicas. Seu corpo é velado no Ministério da Educação e Cultura. Recebe, ainda em 1964, o Prêmio Jabuti de Poesia, pelo livro "Solombra", concedido pela Câmara Brasileira do Livro.
Ainda em 1964, é inaugurada a Biblioteca Cecília Meireles em Valparaiso, Chile.
Em 1965, é agraciada com o Prêmio Machado de Assis, pelo conjunto de sua obra, concedido pela Academia Brasileira de Letras. O Governo do então Estado da Guanabara denomina Sala Cecília Meireles o grande salão de concertos e conferências do Largo da Lapa, na cidade do Rio de Janeiro. Em São Paulo (SP), torna-se nome de rua no Jardim Japão.
Em 1974, seu nome é dado a uma Escola Municipal de Educação Infantil, no Jardim Nove de Julho, bairro de São Mateus, em São Paulo (SP).
Uma cédula de cem cruzados novos, com a efígie de Cecília Meireles, é lançada pelo Banco Central do Brasil, no Rio de Janeiro (RJ), em 1989.
Em 1991, o nome da escritora é dado à Biblioteca Infanto-Juvenil no bairro Alto da Lapa, em São Paulo (SP).
O governo federal, por decreto, instituiu o ano de 2001 como "O Ano da Literatura Brasileira", em comemoração ao sesquicentenário de nascimento do escritor Silvio Romero e ao centenário de nascimento de Cecília Meireles, Murilo Mendes e José Lins do Rego.
Há uma rua com o seu nome em São Domingos de Benfica, uma freguesia da cidade de Lisboa. Na cidade de Ponta Delgada, capital do arquipélago dos Açores, há uma avenida com o nome da escritora, que era neta de açorianos.
Traduziu peças teatrais de Federico Garcia Lorca, Rabindranath Tagore, Rainer Rilke e Virginia Wolf.
Sua poesia, traduzida para o espanhol, francês, italiano, inglês, alemão, húngaro, hindu e urdu, e musicada por Alceu Bocchino, Luis Cosme, Letícia Figueiredo, Ênio Freitas, Camargo Guarnieri, Francisco Mingnone, Lamartine Babo, Bacharat, Norman Frazer, Ernest Widma e Fagner, foi assim julgada pelo crítico Paulo Rónai:
"Considero o lirismo de Cecília Meireles o mais elevado da moderna poesia de língua portuguesa. Nenhum outro poeta iguala o seu desprendimento, a sua fluidez, o seu poder transfigurador, a sua simplicidade e seu preciosismo, porque Cecília, só ela, se acerca da nossa poesia primitiva e do nosso lirismo espontâneo...A poesia de Cecília Meireles é uma das mais puras, belas e válidas manifestações da literatura contemporânea.
Bibliografia:
Tendo feito aos 9 anos sua primeira poesia, estreou em 1919 com o livro de poemas Espectros, escrito aos 16 e recebido com louvor por João Ribeiro.
Algumas obras da imortal Cecilia:
Criança, meu amor, 1923
Nunca mais... e Poemas dos Poemas, 1923
Criança meu amor..., 1924
Baladas para El-Rei, 1925
O Espírito Vitorioso, 1929 (ensaio - Portugal)
Saudação à menina de Portugal, 1930
Batuque, Samba e Macumba, 1935 (ensaio - Portugal)
A Festa das Letras, 1937
Viagem, 1939
Vaga Música, 1942
Mar Absoluto, 1945
Rute e Alberto, 1945
Rui — Pequena História de uma Grande Vida, 1949 (biografia de Rui Barbosa para crianças)
Dados obtidos em livros da autora e sobre ela, e no site do Itaú Cultural
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